sexta-feira, 19 de julho de 2013
Charges:
Fontes :http://unopargestao.blogspot.com.br/2013/05/charges-e-imagens-sobre-gestao.html

Fonte: https://www.google.com.br/search

FONTE: GOOGLE/IMAGENS
Entrevista Realizada com Heloísa Luck
Tema: Os desafios da liderança nas escolas*
Para a educadora paranaense, somente uma escola bem dirigida obtém bons resultados.
A escola é uma organização que sempre precisou mostrar resultados - o aprendizado dos alunos. Porém nem sempre eles são positivos. Para evitar desperdício de esforços e fazer com que os objetivos sejam atingidos ano após ano, sabe-se que é necessária a presença de gestores que atuem como líderes, capazes de implementar ações direcionadas para esse foco. A concepção de que a liderança é primordial no trabalho escolar começou a tomar corpo na segunda metade da década de 1990, com a universalização do ensino público. A formação e a atuação de líderes, até então restritas aos ambientes empresariais, foram adotadas pela Educação e passaram a ser palavra de ordem para enfrentar os desafios. Na comunidade escolar, é recomendável que essa liderança seja exercida pelo diretor. Mas a educadora paranaense Heloísa Lück, diretora educacional do Centro de Desenvolvimento Humano Aplicado (Cedhap), em Curitiba, e consultora do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), vai além. Ela defende o estímulo à gestão compartilhada em diferentes âmbitos da organização escolar. Onde isso ocorre, diz ela, nasce um ambiente favorável ao trabalho educacional, que valoriza os diferentes talentos e faz com que todos compreendam seu papel na organização e assumam novas responsabilidades.
Doutora em Educação pela Universidade Columbia e pós-doutora em Pesquisa e Ensino Superior pela Universidade George Washington, ambas nos Estados Unidos, Heloísa falou a NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR sobre as ações necessárias para o exercício da liderança. Segundo ela, o primeiro passo é tornar claros os objetivos educacionais da escola. Só assim as expectativas dos profissionais com relação à Educação permanecem elevadas, contribuindo para a construção do que ela chama de "comunidade social de aprendizagem".
Quando o conceito de liderança, antes restrito ao âmbito empresarial, migrou para a Educação?
HELOÍSA LÜCK Há algumas décadas, o ensino público era destinado a poucos e orientado por um sistema administrativo centralizador. Nesse modelo, a qualidade era garantida com mecanismos de controle e cobrança. A sociedade mudou e passou a exigir a Educação para todos. Com isso, o ser humano se tornou o elemento-chave no desenvolvimento das organizações educacionais, tanto como alvo do trabalho educativo como na condução de processos eficientes e bem-sucedidos.
É nesse contexto que surgiu a necessidade de haver uma ou mais pessoas para dirigir as ações que encaminham a escola para a direção desejada.
Como diferenciar uma escola que conta com essas pessoas de outra que não tem?
HELOÍSA É fácil perceber isso. Onde não existe liderança, o ritmo de trabalho é frouxo e não há a mobilização para alcançar objetivos de aprendizagem e sociais satisfatórios. As decisões são orientadas basicamente pelo corporativismo e por interesses pessoais. Geralmente, são instituições cujos estudantes apresentam baixo desempenho. Além dessas características, há outras menos visíveis, mas que têm grande impacto. Uma estrutura de gestão debilitada contribui para a formação de pessoas indiferentes em relação à sociedade. É alarmante observar como os apelos destrutivos estão cada vez mais fortes, com os jovens se envolvendo em arruaças e gangues e usando drogas. Isso se dá pela absoluta falta de modelos. A escola deveria oferecê-los, pois é a primeira organização formal, depois da família, que as crianças conhecem. Sem a canalização de esforços para que a aprendizagem ocorra e haja melhoria e desenvolvimento contínuos, o ambiente escolar se torna deseducativo.
É possível aprender a liderar?
HELOÍSA Com certeza. Existem indivíduos que despontam naturalmente para exercer esse papel e certamente o farão se o ambiente favorecer. Mas mesmo eles precisam de orientação para empregar essa habilidade e toda a energia em nome do bem coletivo. Trata-se de um exercício associado à consciência de responsabilidade social. Onde a gestão é democrática e participativa, há a oportunidade de desenvolver essa característica em diversos agentes. Somente governos e organizações autoritários e centralizadores não permitem isso. E a escola, é claro, não deve ser assim.
Quais são as principais características de um líder? HELOÍSA Geralmente, é uma pessoa empreendedora, que se empenha em manter o entusiasmo da equipe e tem autocontrole e determinação, sem deixar de ser f lexível. É importante também que conheça os fundamentos da Educação e seus processos - pois é desse conhecimento que virá sua autoridade -, que compreenda o comportamento humano e seja ciente das motivações, dos interesses e das competências do grupo ao qual pertence. Ele também aceita os novos desafios com disponibilidade, o que influencia positivamente a equipe.
Que questões do cotidiano costumam assustar o gestor que é líder de sua comunidade?
HELOÍSA Os dirigentes que desenvolveram as competências de liderança nunca se deixam paralisar diante dos desafios. Os que não as têm, contudo, se sentem imobilizados diante de pessoas que resistem às mudanças, sobretudo aquelas que manifestam de forma mais veemente seu incômodo com situações que causam desconforto. Em vez de colocar energia em atividades burocráticas e administrativas, fazendo fracassar os propósitos de criação de uma comunidade de aprendizagem, cabe aos gestores - e a todos os educadores, na verdade - promover o entendimento de que as adversidades são inerentes ao processo educacional. O enfrentamento delas implica o desenvolvimento da compreensão sobre si mesmo, sobre os outros e sobre o modo como o desempenho individual e coletivo afeta as ações da organização.
O diretor deve ser o principal orientador das diretrizes da escola? HELOÍSA Sim. Mas, apesar disso, essa atuação não deve ser exclusividade dele. A escola precisa trabalhar para se tornar ela própria uma comunidade social de aprendizagem também no quesito liderança, tendo em vista que a natureza do trabalho educacional e os novos paradigmas organizacionais exigem essa habilidade. Para que isso aconteça, é primordial a atuação de inúmeras pessoas, mediante a prática da coliderança e da gestão compartilhada. Em vista disso, atuar como mentor do desenvolvimento de novas lideranças na escola é uma das habilidades fundamentais para um diretor eficiente.
Como funciona uma gestão escolar compartilhada?
HELOÍSA Podemos falar em níveis ou abrangências. Num primeiro nível, ela se circunscreve à equipe central, geralmente formada pelo diretor, o vice ou o assistente de direção, o coordenador ou o supervisor pedagógico e o orientador educacional. Nesse âmbito, é necessário praticar a coliderança, ou seja, uma liderança exercida em conjunto e com responsabilidade sobre os resultados da escola. Para isso, é importante haver um entendimento contínuo entre esses profissionais. Num sentido mais amplo, a gestão compartilhada envolve professores, alunos, funcionários e pais de alunos. É uma maneira mais aberta de dirigir a instituição. Para isso funcionar, é preciso que todos os envolvidos assumam e compartilhem responsabilidades nas múltiplas áreas de atuação da escola. Num contexto como esse, as pessoas têm liberdade de atuar e intervir e, por isso, se sentem à vontade para criar e propor soluções para os diversos problemas que surgem, sempre no intuito de atingir os objetivos da organização. Estimula-se assim a proatividade.
O que é uma escola proativa?
HELOÍSA A proatividade corresponde a uma percepção de si próprio como agente capaz de iniciativas e, ao mesmo tempo, responsável pelo encaminhamento das condições vivenciadas. Uma escola pró-ativa é aquela que age com criatividade diante dos obstáculos, desenvolvendo projetos específicos para as comunidades em que atua, de modo a ir além da proposta sugerida pelas secretarias de Educação. O contrário da pró-atividade é a reatividade, que está associada à busca de justificativas para as limitações de nossas ações e de resultados ineficazes.
A liderança também pode ser desenvolvida nos alunos?
HELOÍSA A liderança é inerente à dinâmica que envolve ensino e aprendizagem. Afinal, no jogo da Educação, os protagonistas são os estudantes. Além de oferecer ensino de qualidade, é obrigação da escola fazer com que eles se sintam parte integrante do processo educacional e participantes de uma comunidade de aprendizagem, o que só se consegue com uma metodologia participativa, sempre sob a orientação do professor. Os jovens sempre se mostram colaboradores extraordinários nas escolas em que lhes é dada essa oportunidade, podendo assumir papéis importantes inclusive na gestão e na manutenção do patrimônio escolar, nas relações da família com a escola e dessa com a comunidade.
A equipe de gestão escolar, então, deve sempre ser orientada por princípios democráticos?
HELOÍSA A liderança pressupõe a aceitação das pessoas com relação a uma influência exercida. Ela corresponde, portanto, a uma prática que depende muito da democracia para ser bem-sucedida. O diretor que faz com que os professores cheguem às aulas no horário, pois do contrário sofrerão descontos, influencia o comportamento deles no âmbito administrativo. Contudo, no momento em que ele deixa de impor a pena, tudo volta à condição inicial. Já o gestor que leva a equipe a compreender como a pontualidade contribui para a melhoria do trabalho alcança resultados perenes, que são incorporados naturalmente.
Certamente, atitudes autoritárias não cabem em relações de trabalho assim estabelecidas.
HELOÍSA É importante destacar a diferença entre ter autoridade e ser autoritário. Todo profissional deve ter autoridade para o exercício de suas responsabilidades. E em nenhuma profissão ela é conseguida pelo cargo, mas pela competência. Já o autoritarismo é constituído pelo comando com base na posição ocupada pela pessoa que, não tendo a devida competência, determina e obriga o cumprimento de tarefas sem fazer com que os envolvidos compreendam adequadamente os processos e as implicações envolvidos na realização do trabalho. Quando identifica essa situação, a tendência da equipe é passar a agir sem comprometimento, gerando um ambiente de trabalho proforma, cujos resultados são sempre menos efetivos do que poderiam ser.
O diretor pode ser avaliado por seus pares para saber se está fazendo uma boa gestão?
HELOÍSA Nenhuma ação desenvolvida na escola está isenta de avaliação, que é a base para a definição de planos de ação e de programas de formação em serviço. É importante destacar, no entanto, que não são as pessoas que são avaliadas, mas o desempenho delas, que é circunstancial e mutável. A liderança é situacional e, por isso, é essencial desenvolver instrumentos específicos para cada contexto a ser avaliado. Para que o processo se efetive, portanto, é interssante que as fichas de avaliação da liderança sejam preenchidas por todos os membros da comunidade escolar - professores, alunos, pais e demais funcionários.
Como dirigir uma escola para que ela melhore continuamente?
HELOÍSA O segredo é nunca ficar satisfeito com o que já foi conseguido. A satisfação leva à acomodação, o que deixa o gestor impossibilitado de perceber perspectivas para alcançar novos patamares. É muito comum ouvir diretores dizendo, em cursos de formação, "isso eu já faço" ou "isso a minha escola já tem". Fica evidente que, contente com a situação posta, vai ser difícil ele se mobilizar para qualquer mudança. É preciso ter cuidado, pois os processos educacionais são complexos e sempre há desdobramentos novos a desenvolver. Resultados e competências podem sempre melhorar.
Quando o conceito de liderança, antes restrito ao âmbito empresarial, migrou para a Educação?
HELOÍSA LÜCK Há algumas décadas, o ensino público era destinado a poucos e orientado por um sistema administrativo centralizador. Nesse modelo, a qualidade era garantida com mecanismos de controle e cobrança. A sociedade mudou e passou a exigir a Educação para todos. Com isso, o ser humano se tornou o elemento-chave no desenvolvimento das organizações educacionais, tanto como alvo do trabalho educativo como na condução de processos eficientes e bem-sucedidos.
É nesse contexto que surgiu a necessidade de haver uma ou mais pessoas para dirigir as ações que encaminham a escola para a direção desejada.
Como diferenciar uma escola que conta com essas pessoas de outra que não tem?
HELOÍSA É fácil perceber isso. Onde não existe liderança, o ritmo de trabalho é frouxo e não há a mobilização para alcançar objetivos de aprendizagem e sociais satisfatórios. As decisões são orientadas basicamente pelo corporativismo e por interesses pessoais. Geralmente, são instituições cujos estudantes apresentam baixo desempenho. Além dessas características, há outras menos visíveis, mas que têm grande impacto. Uma estrutura de gestão debilitada contribui para a formação de pessoas indiferentes em relação à sociedade. É alarmante observar como os apelos destrutivos estão cada vez mais fortes, com os jovens se envolvendo em arruaças e gangues e usando drogas. Isso se dá pela absoluta falta de modelos. A escola deveria oferecê-los, pois é a primeira organização formal, depois da família, que as crianças conhecem. Sem a canalização de esforços para que a aprendizagem ocorra e haja melhoria e desenvolvimento contínuos, o ambiente escolar se torna deseducativo.
É possível aprender a liderar?
HELOÍSA Com certeza. Existem indivíduos que despontam naturalmente para exercer esse papel e certamente o farão se o ambiente favorecer. Mas mesmo eles precisam de orientação para empregar essa habilidade e toda a energia em nome do bem coletivo. Trata-se de um exercício associado à consciência de responsabilidade social. Onde a gestão é democrática e participativa, há a oportunidade de desenvolver essa característica em diversos agentes. Somente governos e organizações autoritários e centralizadores não permitem isso. E a escola, é claro, não deve ser assim.
Quais são as principais características de um líder? HELOÍSA Geralmente, é uma pessoa empreendedora, que se empenha em manter o entusiasmo da equipe e tem autocontrole e determinação, sem deixar de ser f lexível. É importante também que conheça os fundamentos da Educação e seus processos - pois é desse conhecimento que virá sua autoridade -, que compreenda o comportamento humano e seja ciente das motivações, dos interesses e das competências do grupo ao qual pertence. Ele também aceita os novos desafios com disponibilidade, o que influencia positivamente a equipe.
Que questões do cotidiano costumam assustar o gestor que é líder de sua comunidade?
HELOÍSA Os dirigentes que desenvolveram as competências de liderança nunca se deixam paralisar diante dos desafios. Os que não as têm, contudo, se sentem imobilizados diante de pessoas que resistem às mudanças, sobretudo aquelas que manifestam de forma mais veemente seu incômodo com situações que causam desconforto. Em vez de colocar energia em atividades burocráticas e administrativas, fazendo fracassar os propósitos de criação de uma comunidade de aprendizagem, cabe aos gestores - e a todos os educadores, na verdade - promover o entendimento de que as adversidades são inerentes ao processo educacional. O enfrentamento delas implica o desenvolvimento da compreensão sobre si mesmo, sobre os outros e sobre o modo como o desempenho individual e coletivo afeta as ações da organização.
O diretor deve ser o principal orientador das diretrizes da escola? HELOÍSA Sim. Mas, apesar disso, essa atuação não deve ser exclusividade dele. A escola precisa trabalhar para se tornar ela própria uma comunidade social de aprendizagem também no quesito liderança, tendo em vista que a natureza do trabalho educacional e os novos paradigmas organizacionais exigem essa habilidade. Para que isso aconteça, é primordial a atuação de inúmeras pessoas, mediante a prática da coliderança e da gestão compartilhada. Em vista disso, atuar como mentor do desenvolvimento de novas lideranças na escola é uma das habilidades fundamentais para um diretor eficiente.
Como funciona uma gestão escolar compartilhada?
HELOÍSA Podemos falar em níveis ou abrangências. Num primeiro nível, ela se circunscreve à equipe central, geralmente formada pelo diretor, o vice ou o assistente de direção, o coordenador ou o supervisor pedagógico e o orientador educacional. Nesse âmbito, é necessário praticar a coliderança, ou seja, uma liderança exercida em conjunto e com responsabilidade sobre os resultados da escola. Para isso, é importante haver um entendimento contínuo entre esses profissionais. Num sentido mais amplo, a gestão compartilhada envolve professores, alunos, funcionários e pais de alunos. É uma maneira mais aberta de dirigir a instituição. Para isso funcionar, é preciso que todos os envolvidos assumam e compartilhem responsabilidades nas múltiplas áreas de atuação da escola. Num contexto como esse, as pessoas têm liberdade de atuar e intervir e, por isso, se sentem à vontade para criar e propor soluções para os diversos problemas que surgem, sempre no intuito de atingir os objetivos da organização. Estimula-se assim a proatividade.
O que é uma escola proativa?
HELOÍSA A proatividade corresponde a uma percepção de si próprio como agente capaz de iniciativas e, ao mesmo tempo, responsável pelo encaminhamento das condições vivenciadas. Uma escola pró-ativa é aquela que age com criatividade diante dos obstáculos, desenvolvendo projetos específicos para as comunidades em que atua, de modo a ir além da proposta sugerida pelas secretarias de Educação. O contrário da pró-atividade é a reatividade, que está associada à busca de justificativas para as limitações de nossas ações e de resultados ineficazes.
A liderança também pode ser desenvolvida nos alunos?
HELOÍSA A liderança é inerente à dinâmica que envolve ensino e aprendizagem. Afinal, no jogo da Educação, os protagonistas são os estudantes. Além de oferecer ensino de qualidade, é obrigação da escola fazer com que eles se sintam parte integrante do processo educacional e participantes de uma comunidade de aprendizagem, o que só se consegue com uma metodologia participativa, sempre sob a orientação do professor. Os jovens sempre se mostram colaboradores extraordinários nas escolas em que lhes é dada essa oportunidade, podendo assumir papéis importantes inclusive na gestão e na manutenção do patrimônio escolar, nas relações da família com a escola e dessa com a comunidade.
A equipe de gestão escolar, então, deve sempre ser orientada por princípios democráticos?
HELOÍSA A liderança pressupõe a aceitação das pessoas com relação a uma influência exercida. Ela corresponde, portanto, a uma prática que depende muito da democracia para ser bem-sucedida. O diretor que faz com que os professores cheguem às aulas no horário, pois do contrário sofrerão descontos, influencia o comportamento deles no âmbito administrativo. Contudo, no momento em que ele deixa de impor a pena, tudo volta à condição inicial. Já o gestor que leva a equipe a compreender como a pontualidade contribui para a melhoria do trabalho alcança resultados perenes, que são incorporados naturalmente.
Certamente, atitudes autoritárias não cabem em relações de trabalho assim estabelecidas.
HELOÍSA É importante destacar a diferença entre ter autoridade e ser autoritário. Todo profissional deve ter autoridade para o exercício de suas responsabilidades. E em nenhuma profissão ela é conseguida pelo cargo, mas pela competência. Já o autoritarismo é constituído pelo comando com base na posição ocupada pela pessoa que, não tendo a devida competência, determina e obriga o cumprimento de tarefas sem fazer com que os envolvidos compreendam adequadamente os processos e as implicações envolvidos na realização do trabalho. Quando identifica essa situação, a tendência da equipe é passar a agir sem comprometimento, gerando um ambiente de trabalho proforma, cujos resultados são sempre menos efetivos do que poderiam ser.
O diretor pode ser avaliado por seus pares para saber se está fazendo uma boa gestão?
HELOÍSA Nenhuma ação desenvolvida na escola está isenta de avaliação, que é a base para a definição de planos de ação e de programas de formação em serviço. É importante destacar, no entanto, que não são as pessoas que são avaliadas, mas o desempenho delas, que é circunstancial e mutável. A liderança é situacional e, por isso, é essencial desenvolver instrumentos específicos para cada contexto a ser avaliado. Para que o processo se efetive, portanto, é interssante que as fichas de avaliação da liderança sejam preenchidas por todos os membros da comunidade escolar - professores, alunos, pais e demais funcionários.
Como dirigir uma escola para que ela melhore continuamente?
HELOÍSA O segredo é nunca ficar satisfeito com o que já foi conseguido. A satisfação leva à acomodação, o que deixa o gestor impossibilitado de perceber perspectivas para alcançar novos patamares. É muito comum ouvir diretores dizendo, em cursos de formação, "isso eu já faço" ou "isso a minha escola já tem". Fica evidente que, contente com a situação posta, vai ser difícil ele se mobilizar para qualquer mudança. É preciso ter cuidado, pois os processos educacionais são complexos e sempre há desdobramentos novos a desenvolver. Resultados e competências podem sempre melhorar.
Artigo 2
Gestão Democrática e a autonomia da escola

A gestão escolar precisa estar atenta às mudanças para tornar-se instrumento de resistência à exclusão social e à transformação das pessoas em simples mercadoria, visto que este processo não se separa dos imperativos da globalização. Abordando as dimensões da gestão em uma pesquisa realizada NEVES (1995), sobre autonomia escolar, a autora constata que ela se materializa em três eixos interligados que se relaciona com as racionalidades interna, construindo um vinculo de identidade e missão com a organização externa. 1. No eixo administrativo, podemos destacar a figura do papel do diretor e a organização escolar como o todo. 2. Já o eixo pedagógico, que se refere ao P.P.P, destacando a identidade da escola, sua missão social e resultados alcançados. 3. O terceiro eixo, o financeiro, esta ligado diretamente a questão dos recursos e a forma como são administrados. Esse eixo, portanto é o que esta mais associada à autonomia que de acordo com NEVES (1995), consiste na possibilidade e na capacidade da escola elaborar e implementar um projeto político pedagógico que seja relevante á comunidade e a sociedade a que serve. Como um dos maiores colaboradores da educação o Banco Mundial, é o idealizador da proposta, Sobre a autonomia da escola, conforme caracterizada através do mecanismo da descentralização, Devendo existir menos gerenciamento por meio de mecanismos burocráticos centralistas e, além disso, gerenciamento por fins e identificador de desempenho. Dentro de tal estrutura, as instituições devem se tornar mais autônomas e devem ser mais abertamente seguidas pelos usuários. Desse modo pode-se constatar que a autonomia da escola, como forma expressa da descentralização tem seu nascimento no ideário neoliberal que vem atrelado às demais mudanças pelas quais passam a sociedade, o Estado, as instituições e em particular a gestão escolar A autonomia se deve localiza- no alcance de toda a vida social, envolvendo noções da política, da cultura, do trabalho, bem como os processos de produção e consumo. Nas práticas da vida cotidiana. Com (SIQUEIRA e PEREIRA 1998) ‘ A autonomia refere-se às múltiplas capacidades do indivíduo em se representar tanto nos espaços públicos como nos espaços privados da vida cotidiana, ao seu modo de viver e aos seus valores culturais; à luta pela sua emancipação e desalienação; à forma de ser, sentir e agir; à capacidade de potenciar atividades em diversas formas de trabalho; à resolução de conflitos; ao fortalecimento em relação às suas próprias emoções, que o torna capaz de solidarizar com as emoções dos outros e, enfim, estar mais associado em suas ações.'' A autonomia convém para orientar de forma rápida e urgente, as soluções que são reclamadas pelos alunos, pais, professores e direção, na procura de atender as precisões do dia-a-dia, na busca da qualidade. Para NEVES (1995) o conceito de autonomia também está ligado ao de liberdade e democracia, que segundo a autora são valores essenciais aos homens. A escola autônoma, não é uma escola sem regra ou sem controle do estado, a escola autônoma que almeja caminhar para se tornar uma escola cidadã, precisa incluir que a sua autonomia se restringe a pôr as regras pelas quais ela será gerida, de forma democrática, com a participação de todos os atores envolvidos em suas ações educacionais.
ARTIGO 1
GESTÃO DEMOCRÁTICA ESCOLAR

Os artigos 14 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e 22 do Plano Nacional de Educação (PNE) indicam que os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica obedecendo aos princípios da participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola e a participação das comunidades escolares e locais em conselhos escolares. Devemos enfatizar então que a democracia na escola por si só não tem significado. Ela só faz sentido se estiver vinculada a uma percepção de democratização da sociedade.
Na Gestão democrática deve haver compreensão da administração escolar como atividade meio e reunião de esforços coletivos para o implemento dos fins da educação, assim como a compreensão e aceitação do princípio de que a educação é um processo de emancipação humana; que o Plano Político pedagógico (PPP) deve ser elaborado através de construção coletiva e que além da formação deve haver o fortalecimento do Conselho Escolar.
A gestão democrática da educação está vinculada aos mecanismos legais e institucionais e à coordenação de atitudes que propõem a participação social: no planejamento e elaboração de políticas educacionais; na tomada de decisões; na escolha do uso de recursos e prioridades de aquisição; na execução das resoluções colegiadas; nos períodos de avaliação da escola e da política educacional. Com a aplicação da política da universalização do ensino deve-se estabelecer como prioridade educacional a democratização do ingresso e a permanência do aluno na escola, assim como a garantia da qualidade social da educação.
As atitudes, os conhecimentos, o desenvolvimento de habilidades e competências na formação do gestor da educação são tão importantes quanto a prática de ensino em sala de aula. No entanto, de nada valem estes atributos se o gestor não se preocupar com o processo de ensino/aprendizagem na sua escola. Os gestores devem também possuir habilidades para diagnosticar e propor soluções assertivas às causas geradoras de conflitos nas equipes de trabalho, ter habilidades e competências para a escolha de ferramentas e técnicas que possibilitem a melhor administração do tempo, promovendo ganhos de qualidade e melhorando a produtividade profissional.
O Gestor deve estar ciente que a qualidade da escola é global, devido à interação dos indivíduos e grupos que influenciam o seu funcionamento. O gestor deve saber integrar objetivo, ação e resultado, assim agrega à sua gestão colaboradores empreendedores, que procuram o bem comum de uma coletividade.
Em síntese, o bom gestor deve ser um administrador, isto é, manter a escola dentro das normas do sistema educacional, seguir portarias e instruções e ser exigente no cumprimento de prazos. Também deve valorizar a qualidade do ensino, o projeto pedagógico, a supervisão e a orientação pedagógica e criar oportunidades de capacitação docente.
Deve, contudo, preocupar-se com a gestão democrática e com a participação da comunidade, estar sempre rodeado de pais, alunos e lideranças do bairro, abrir a escola nos finais de semana e permitir trânsito livre em sua sala.
Para isso é importante ter uma equipe de direção que tenha talentos complementares. Delegar e liderar devem ser as palavras de ordem. E mais: o bom diretor indica caminhos, é sensível às necessidades da comunidade, desenvolve talentos, facilita o trabalho da equipe e, é claro, resolve problemas.
Na Gestão democrática deve haver compreensão da administração escolar como atividade meio e reunião de esforços coletivos para o implemento dos fins da educação, assim como a compreensão e aceitação do princípio de que a educação é um processo de emancipação humana; que o Plano Político pedagógico (PPP) deve ser elaborado através de construção coletiva e que além da formação deve haver o fortalecimento do Conselho Escolar.
A gestão democrática da educação está vinculada aos mecanismos legais e institucionais e à coordenação de atitudes que propõem a participação social: no planejamento e elaboração de políticas educacionais; na tomada de decisões; na escolha do uso de recursos e prioridades de aquisição; na execução das resoluções colegiadas; nos períodos de avaliação da escola e da política educacional. Com a aplicação da política da universalização do ensino deve-se estabelecer como prioridade educacional a democratização do ingresso e a permanência do aluno na escola, assim como a garantia da qualidade social da educação.
As atitudes, os conhecimentos, o desenvolvimento de habilidades e competências na formação do gestor da educação são tão importantes quanto a prática de ensino em sala de aula. No entanto, de nada valem estes atributos se o gestor não se preocupar com o processo de ensino/aprendizagem na sua escola. Os gestores devem também possuir habilidades para diagnosticar e propor soluções assertivas às causas geradoras de conflitos nas equipes de trabalho, ter habilidades e competências para a escolha de ferramentas e técnicas que possibilitem a melhor administração do tempo, promovendo ganhos de qualidade e melhorando a produtividade profissional.
O Gestor deve estar ciente que a qualidade da escola é global, devido à interação dos indivíduos e grupos que influenciam o seu funcionamento. O gestor deve saber integrar objetivo, ação e resultado, assim agrega à sua gestão colaboradores empreendedores, que procuram o bem comum de uma coletividade.
Em síntese, o bom gestor deve ser um administrador, isto é, manter a escola dentro das normas do sistema educacional, seguir portarias e instruções e ser exigente no cumprimento de prazos. Também deve valorizar a qualidade do ensino, o projeto pedagógico, a supervisão e a orientação pedagógica e criar oportunidades de capacitação docente.
Deve, contudo, preocupar-se com a gestão democrática e com a participação da comunidade, estar sempre rodeado de pais, alunos e lideranças do bairro, abrir a escola nos finais de semana e permitir trânsito livre em sua sala.
Para isso é importante ter uma equipe de direção que tenha talentos complementares. Delegar e liderar devem ser as palavras de ordem. E mais: o bom diretor indica caminhos, é sensível às necessidades da comunidade, desenvolve talentos, facilita o trabalho da equipe e, é claro, resolve problemas.
Livros a serem lidos para a elaboração do nosso TCC

Gestão Democrática da Escola Publica - Paro, Vitor (8508065221).

Este livro trata sobre o processo de democratização das relações administrativas no interior da escola e sua articulação com a comunidade é o tema desse livro. Além da análise e das constatações da autora, encontramos a importante contribuição que um trabalho localizado pode trazer ao desenvolvimento geral dos estudos de administração escolar.

Livro - Concepções e Processos Democráticos de Gestão Educacional
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Conselho escolar e eleição de diretores
Conselho escolar e eleição de diretores
O conselho de classe é um órgão responsável pelas
atribuições consultivas, deliberativas e fiscais em questões que se defere ao
regime escolar. Essa questão envolve tanto os aspectos administrativos e
financeiros quanto pedagógicos possibilitando a equipe obter uma analise geral
do desempenho do aluno e da própria escola para que juntos possam tomar uma
determinada decisão, intervendo assim para a melhoria da aprendizagem e da
própria prática docente. Em vários estados o conselho é realizado no inicio e ao
final do ano letivo e é composto pela equipe docente, dos especialistas em
educação, dos funcionários em geral, dos alunos e de seus pais, embora sabemos
que essa pratica não é efetiva em muitas escolas pois geralmente o conselho não
é aberto a comunidade é somente feito pelos docentes e a direção da escola.
No inicio do ano letivo o conselho é realizado para que juntos possas
fazer seus planejamento, rever o que aconteceu no ano que se passou e o que
podem fazer para melhorar a qualidade de ensino; colocam em contraponto as
ações preventivas e corretivas em relação ao rendimento dos alunos; tratam das
aprovações e reprovações dos alunos e dos comportamentos em geral, tratam dos
problemas que envolvem a escola em todo seu âmbito e expõem suas opiniões e na
hora da tomada de decisões é feita uma votação. Ao final do ano letivo é
realizado outro conselho para juntos possam rever o que se passou o quanto
aquele determinado aluno rendeu olhar a questão de quantos alunos foram
reprovados e o porquê e diante disse tomar outras decisões da reprovação ou
aprovação dos alunos.
planejamento e projeto pedagógico
planejamento e projeto pedagógico
O PPP (projeto político pedagógico)
significa planejar, algo a realizar no futuro, está ligado a estabelecer metas
e objetivos com finalidades a ser alcançado.
O projeto político deve ser
algo de permanente reflexão, pois ele envolve vários fatores, onde se busca
alternativas viáveis de sua prática cotidiana.
Ao construir o projeto
político pedagógico é importante visar à mudança, o rompimento com o
tradicional, respeitando a diversidade e a cultura dos sujeitos inseridos no
processo, propondo a descentralização do poder nas tomadas de decisões,
buscando a autonomia e praticando valores de cidadania.
É
preciso que todos participem na elaboração dos projetos, opinando, buscando
soluções de problemas existentes no decorrer do processo. Para nos aprofundar
na temática é necessário sabermos que a escola tem dois tipos de estrutura
organizacional; administrativa e a pedagógica.
A administrativa fica responsável
em gerir a parte de recursos humanos, físicos e financeiros como contas a
pagar, a receber, compras de materiais da instituição. Diferentemente a
pedagógica tem em sua totalidade a preocupação em garantir a qualidade do
ensino e da aprendizagem dos alunos, na pedagogia se insere o planejamento, o
currículo e outras.
Sabemos umas das questões
preocupantes no projeto político pedagógico é o currículo, pois ele é uma
construção do conhecimento, ele é uma incessante interação entre sujeitos, que
compartilham as mesmas metas e objetivos, o currículo ele não é neutro, ao
contrario é embasado em ideologias, e culturas. Para se fazer o currículo
escolar requer tempo, disponibilidade para ser planejado de forma eficiente.
Sabemos que muitas vezes o currículo disponibiliza uma carga horária excessiva
de matérias que naquele momento não são tão necessárias, e outras matérias a
carga horária é mínima deixando a desejar, prejudicando os envolvidos,
professores e alunos.
Para isso é necessário que
aconteça uma mudança da organização no âmbito escolar, dando a oportunidade e
dando tempo dos professores participarem de forma ativa, participando de
reuniões, acompanhado de perto o processo de planejamento do projeto político
pedagógico.
VEIGA destaca a importância
de a escola reformular seu tempo, estabelecendo período de estudos e reflexão
da equipe de educadores, fortalecendo assim a escola como instancia da educação
continuada.
Quanto o processo de
avaliação é importante acompanhar as atividades e avaliá-las, fazer uma
reflexão com dados concretos sobre como a escola se organiza. Sabe-se que a
avaliação é dinâmica, ela qualifica e oferece melhoras ao projeto político
pedagógico, então o projeto de avaliar e acompanhar o projeto político pedagógico é avaliar os
próprios resultados. Lembrando que a avaliação nunca deve ser objeto de exclusão
nem para os alunos e nem para professores, a avaliação é um método para se
verificar o que deu certo e o que saiu errado.
A autora ainda coloca que o
projeto não é um simples documento, que merece ficar guardado e esquecido em
uma gaveta, pelo contrario ele é um processo de permanente construção, havendo
sempre discussões a respeito dele, com todos os envolvidos da escola,
procurando em fim melhoras beneficiando a todos.
Papel do gestor escolar nos processos de - autonomia e cidadania
Papel do gestor escolar nos processos de - autonomia e cidadania
Em
suma o papel do gestor é fundamental no âmbito escolar, o gestor deve estar
preparado e disposto a enfrentar os
desafios que surgem no decorrer edo caminho, cabe ao gestor envolver todos os integrantes da
escola através da participação , fazendo com que se tenha um clima favorável,
envolvendo pais e alunos.
Para
que realmente ocorra à efetivação da participação é importante que o gestor
promova a autonomia, pois através dela as pessoas terão livre arbítrio de escolher o que é melhor para si.
Segundo LIBANEO a instituição
autônoma é que tem poder de decisão sobre seus objetivos e sobre suas formas de
organização, que se mantêm relativamente independente do poder central e
administra livremente recursos financeiros. ( LIBANEO, 2010,p.333)
Dessa forma a escola tem a
liberdade de fazer suas escolas, envolvendo todos que estão próximos,
trabalhando de forma coletiva tendo assim um maior significado na aprendizagem.
Administração Da Escola
Administração Da Escola
A administração é realizada através do
processo de planejamento que envolve a organização, direção, coordenação para
que se obtenha um controle geral da escola. O diretor por sua vez se torna
indispensável, pois é através da sua participação ativa que surgem os meios,
recursos, matérias entre outros para se obter um determinado resultado.
A
Lei de Diretrizes e bases da educação (Lei n 9.398, de 20.12.1996), afirma que:
Art.14. Os sistemas de ensino é quem
definirão as normas da gestão democrática no ensino publico na educação básica
de acordo com seus princípios.
·
Os profissionais da educação devem participar
diretamente da elaboração do (PPP da escola).
Um breve resumo sobre a Gestão Escolar
Nos últimos tempos no âmbito escolar, tem se discutido
muito sobre a gestão democrática, há um tempo a educação era vista com
autoritarismo, onde a escola era apenas responsável em transmitir conteúdos,
com isso às pessoas não participavam dos processos educacionais, causando assim
a falta de oportunidade e exclusão.
Hoje nossa sociedade encontra-se em uma era de mudança e transformações,
diante disso surgiram varias perspectivas que buscavam a melhora da educação.
Diante de perspectivas em relação ao método de exercer a gestão, surge a necessidade
de buscar o que os autores falam respeito da gestão democrática, quais são suas
características, e principalmente como se efetiva a gestão democrática numa
escola pública?
A gestão democrática trata-se do bom
funcionamento da escola pública, quantos os aspectos administrativos,
financeiros, políticos, tecnológicos, culturais, pedagógicos e artísticos.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
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